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Fotografia gentilmente cedida pelo Museu do Vinho/Município de Anadia

“VINHO & AMIGO, O MAIS ANTIGO”

Recital com Vinhos e Petiscos


Reflectindo sobre a importância do vinho na sociabilidade e cultura portuguesas, foi concebido este projecto que recolheu e gravou uma antologia de cantigas populares portuguesas relacionadas com o vinho, a amizade e o acto social de beber, a partir de fontes orais e escritas. A música integra melodias dos séc. XVIII e XIX e outras criadas com base na matriz mais vulgar na canção popular portuguesa.

OFF&SINA de MVSICA “VINHO & AMIGO, O MAIS ANTIGO” (ed. Fabula Urbis).

Vozes solistas: Ana Baptista | Bartolomeu Dutra | Eduardo Costa Pereira | Manuel Freire | Paulo Sucena
Músicos: João Pimentel guitarra | Rui Curto acordeão
Sábado 19h00
Restaurante Casas do Bragal
Preço: 30,00 €

Reservas para:
962610050
mundodovinho10@gmail.com
https://facebook.com/omundodovinho
(lotação limitada)

OFF&SINA de MVSICA

Em finais do século passado, um grupo de amigos, Eduardo Costa Pereira, João Pimentel, Manuel Freire, Paulo Saraiva (entretanto falecido), Paulo Sucena e Rui Curto, reflectindo sobre a importância do vinho na sociabilidade e cultura portuguesas, conceberam o projecto de recolher e gravar uma antologia de cantigas populares portuguesas relacionadas com o vinho, a amizade e o acto social de beber.

Por variadas razões, o projecto, embora nunca esquecido, foi sendo adiado.

Tal como o vinho e a amizade carecem de maturação, também este projecto só passados cerca de vinte anos se corporizou. Apurada a antologia de textos e melodias, foram-lhe adidos o memorialismo e o ensaio, reunidos no livro que acompanha o CD da OFF&SINA DE MVSICA, designação genérica de um colectivo de músicos e cantores, com formação musical diversa, que se têm dedicado, entre outros géneros, também à música popular portuguesa

O título foi retirado do “Adagiário Popular Açoriano”. No entanto, “Vinho e amigo, o mais antigo” é um provérbio comum à generalidade do território português.

A selecção das cantigas incidiu sobre temas relacionados com o vinho e o acto de beber na cultura portuguesa, a partir de fontes orais e escritas.

A música integra melodias dos séc. XVIII e XIX e outras criadas com base na matriz mais vulgar na canção popular portuguesa, em que a cada verso correspondem dois compassos. Neste contexto, entende-se por “cantiga popular” um género resultante da transformação, por apropriação colectiva, de um original anónimo.

Os textos incluem a “Paródia aos Lusíadas” por três estudantes de teologia (séc. XVI), produções de autores anónimos dos séc. XVIIIe XIX, um poema construído sobre linguagem popular, bem como quadras respigadas no cancioneiro popular português.

Casas do Bragal

Uma simples mesa. Petiscos e um copo de vinho. De que mais precisa um punhado de convivas para que a música surja e, de alma cheia, se entoem canções, hinos ou belas árias. 

É, então, este o mote para o que lhe pretendemos oferecer ao final da tarde. Sendo a música e o vinho os verdadeiros cúmplices desta jornada, sugerimos que esqueçam o jantar e se deixem levar pela paleta de sabores que lhes propomos. Será um interessante passeio gastronómico pelo país, e também um reencontro com as nossas memórias. A cada garfada surgirão seguramente recordações de outros “néctares” que igualmente uniram vozes, afirmaram cumplicidades e firmaram amizades…

É esta a viagem que lhes propomos. Com música. Com vinho. Com petiscos. Com amigos. 

No final da jornada estará não só mais rico, como também definitivamente jantado.

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