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créditos:Egle Bazaraite

Concerto “Vinho dos Amantes”


Com Janita Salomé e Filipe Raposo

Uma criação em torno de bela poesia sobre o vinho. Este trabalho de Janita Salomé tem todos os condimentos para surpreender, aqui acompanhado pelo pianista Filipe Raposo. Sem abandonar a matriz mediterrânica que perpassa toda a sua obra, o cantor arrisca outros domínios da construção melódica, aqui mais explicitamente portuguesa. “Vinho dos Amantes” canta, em suma, a embriaguez da poesia…da virtude…do amor…da vida…

Sábado 21h30
Seminário Maior de Coimbra
Entrada 15,00 €

Reservas até 25 de Outubro para 962 610 050 | 918 431 155
Venda de bilhetes no local, dia 26: 17h30-19h00 | 20h30 -21h30

Vinho dos Amantes

“Uma ode ao viver pleno e intenso.

Uma criação em torno de bela poesia sobre o vinho. De um vinho néctar de deuses, partilhado e oniricamente alimento dos espíritos terrenos, privilegiados pelo toque demiúrgico.

Este novíssimo trabalho de Janita Salomé tem todos os condimentos para surpreender.

Nele, o cunho experimentalista do criador assume-se de forma incontornável, lúcida e amadurecida.

Longe dos ambientes e melismas alentejano-arabigoandaluzes traz outras sonoridades que, presentes no seu imaginário, permaneceram latentes até ao momento.

Numa espécie de despertar, aqui carregado de um humor e uma melancolia genuinamente portugueses, Janita Salomé ruma a outros universos musicais possíveis.

Na verdade, sem cortar o cordão umbilical com a matriz mediterrânica que perpassa toda a sua obra, Janita arrisca outros domínios da construção melódica, aqui mais explicitamente portuguesa.

“Vinho dos amantes” canta, em suma, a embriaguez da poesia…da virtude…do amor…da vida…”

Isabel Carvalho

créditos da foto: Egle Bazaraite

JANITA SALOMÉ

João Eduardo Salomé Vieira nasceu na vila do Redondo em 17 de Maio de 1947. O pai era ourives e um cantor excelente que sempre estimulou os filhos para a música. Janita, o mais novo de cinco irmãos, começou a cantar com 8 ou 9 anos e depois dos 16 anos integra alguns grupos de baile como o conjunto Planície e os Vagabundos do Ritmo. Com 18 anos sai do Alentejo e vai para Lisboa trabalhar como funcionário judicial.

Com o Grupo de Cantadores do Redondo grava, em 1978, o disco “O Cante Da Terra”. Em 1980 torna-se músico profissional quando passa a acompanhar Zeca Afonso ao vivo. O seu primeiro álbum a solo, “Melro”, com canções alentejanas e fados de Coimbra, foi editado em 1980. Em 1983 chega “A Cantar Ao Sol” com produção de João Gil. Recebe o “Se7e de Ouro” e os Prémios de Revelação das revistas “Música & Som” e “Nova Gente”. O disco “Lavrar Em Teu Peito”, produzido novamente por João Gil, foi editado em 1985. Participou também no álbum “Galinhas do Mato” de José Afonso. Lança “Olho de Fogo” em 1987, com edição da Transmédia e produção de José Mário Branco.

Em 1990, formou o projecto Lua Extravagante com os seus irmãos Vitorino e Carlos Salomé e com a cantora Filipa Pais. O disco homónimo foi editado em 1991.“A Cantar à Lua”, uma recolha de fados de Coimbra dos anos 20 e 30, foi lançado também em 1991. Segue-se “Raiano”(1994) produzido por Fernando Júdice. Em 1995 recebeu o Prémio Blitz para melhor voz masculina nacional.

Participou em vários discos, nomeadamente em “Voz & Guitarra” de 1997 e “Canções Proibidas: o Cancioneiro do Niassa” (1999) e ainda em concertos e projectos diversos, tais como “Músicas de Sol e Lua” (1999) apresentado pela primeira vez em Bona, no Festival da Lusofonia e “Vozes do Sul” (2000), dirigido por Janita Salomé, com a intenção de celebrar o cante alentejano, cujo edição discográfica foi galardoada com o Prémio José Afonso de 2000.

Em Maio de 2003 edita “Tão Pouco e Tanto”, com cinco temas inéditos e seis regravações, contando com as participações de José Peixoto, Mário Delgado, Pedro Jóia José Mário Branco e ainda de Dulce Pontes no tema “Senhora do Almortão”. Em Março de 2004 apresenta o disco “Tão Pouco e Tanto” no Grande Auditório do CCB. Em Abril, trinta anos depois do 25 de Abril, é editado o álbum “Utopia”, registo dos concertos de Vitorino e Janita Salomé, onde interpretaram canções de José Afonso.

Em 2007 é editado o disco “O Vinho dos Amantes”.

FILIPE RAPOSO

Nasceu em Lisboa em 1979. É pianista, compositor e orquestrador.

Iniciou os seus estudos pianísticos no Conservatório Nacional de Lisboa.

Tem o mestrado em Piano Jazz Performance pelo Royal College of Music (Stockholm) e foi bolseiro da Royal Music Academy of Stockholm. É licenciado em Composição pela Escola Superior de Música de Lisboa.

Para além da música colabora regularmente como compositor e intérprete em Cinema e Teatro.

Tem colaborações em concerto e em disco com alguns dos principais nomes da música portuguesa: Sérgio Godinho, José Mário Branco, Fausto, Vitorino, Janita Salomé, Amélia Muge, Camané, Carminho, Rita Maria, Maria João.

Desde 2004 que colabora com a Cinemateca Portuguesa como pianista residente no acompanhamento de filmes mudos. A convite da Cinemateca Portuguesa compôs e gravou a banda sonora para as edições em DVD de dois filmes portugueses do Cinema Mudo, em 2017 foi lançado “Lisboa, Crónica Anedótica” de Leitão de Barros, tendo ganho uma Menção Honrosa no Festival Il Cinema Ritrovato em Bolonha, e em 2018 “O Táxi n.º9297” de Reinaldo Ferreira.

“O Gelo” ganhou o Prémio de Melhor banda Sonora no Festival Caminhos Film Festival e o filme “Refrigerantes e Canções de Amor” ganhou o Prémio de Melhor Canção Original nos Prémios Sophia – Academia de Cinema.

Tem desenvolvido, com o artista visual António Jorge Gonçalves, vários projectos – “4 Mãos”, “Qual é o som da tua cara?”, e no Teatro S. Luiz “O Telhado do Mundo” com a participação do escritor Ondjaki.

Em nome próprio editou os discos: First Falls (2011) – Prémio artista revelação Fundação Amália/A Hundred Silent Ways (2013) – Disco a Solo/Inquiétude (2015)/Rita Maria & Filipe Raposo Live in Oslo (2018)/ ØCRE (2019) – Disco a solo.

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